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Birigui – Um caso de racismo e agressões dentro da sala de aula foi registrado pela Polícia Civil de Birigui após a mãe de uma adolescente de 12 anos denunciar que a filha sofreu ofensas racistas, humilhações e danos aos seus materiais escolares em uma escola estadual.
Segundo o boletim de ocorrência, a mãe percebeu que a filha estava muito abalada, assustada e triste ao buscá-la na escola. Ao ser questionada, a menina relatou que foi chamada por colegas de termos ofensivos como “preta”, “escrava”, “encardida”, além de outros xingamentos depreciativos e humilhantes.
De acordo com a estudante, vários alunos participaram das agressões. A maioria dos insultos teria partido de meninos, enquanto algumas meninas assistiam, riam e incentivavam a situação. Os colegas também imitaram a forma como ela fala, escreve e anda, com o objetivo de constrangê-la.
Ainda segundo o relato, os estudantes chegaram a ameaçar tratá-la como “escrava” caso ela contasse o que havia acontecido, fazendo referência à cor de sua pele. Mesmo chorando, a adolescente continuou sendo alvo das agressões.
A mãe afirmou que a professora que estava em sala presenciou a situação e não tomou nenhuma providência. Além das ofensas verbais, os colegas teriam mexido nos materiais escolares da aluna e rasgado seus desenhos.
Na saída da escola, a situação voltou a se repetir. A adolescente foi novamente cercada por um grupo de meninos, que continuou com os xingamentos e o tumulto. Ao tentar buscar ajuda com o porteiro da unidade, segundo a mãe, nenhuma medida imediata foi adotada.
Outro lado
A Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, por meio da Unidade Regional de Ensino (URE) de Birigui, informou que repudia qualquer forma de discriminação e reforçou o compromisso com políticas antirracistas.
Segundo a pasta, os responsáveis pelos alunos envolvidos foram convocados pela escola para a adoção de medidas disciplinares. A estudante será acompanhada pelo programa Psicólogos nas Escolas, e a equipe do Conviva também atuará com ações de conscientização e combate ao racismo.
fonte: QAP Birigui