
Governo quer “tirar a corda do pescoço” de endividados, diz Lula
Brasil – O presidente Lula disse nesta segunda-feira (4) que a nova rodada do Desenrola Brasil tem como objetivo permitir que brasileiros endividados voltem a “respirar”, limpem o nome e retomem o consumo sem recorrer a empréstimos informais ou juros abusivos. A fala ocorreu durante a assinatura da medida provisória que cria o chamado Desenrola 2.0, programa de renegociação de dívidas anunciado pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. A nova versão do programa prevê uma mobilização nacional de 90 dias para renegociação de dívidas. As medidas miram famílias, estudantes, micro e pequenas empresas e agricultores familiares. Uma das frentes é o Desenrola Famílias, voltado a pessoas com renda de até cinco salários mínimos e dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal. “Estamos tentando encontrar uma fórmula de tirar a corda do pescoço dessa gente, para ela voltar a respirar normal, para poder voltar a sonhar, ter o seu nome limpo na praça”, afirmou Lula. Dívidas pequenas Segundo o presidente, não faz sentido que brasileiros fiquem negativados por dívidas de baixo valor. Lula citou débitos de R$ 100, R$ 150 e R$ 200 como exemplos de valores que, na avaliação dele, não deveriam excluir cidadãos do sistema de crédito. “Não é correto um cidadão brasileiro ou cidadã estar com o nome sujo no Serasa por causa de uma dívida de R$ 100, de R$ 150, de R$ 200. Não tem lógica isso”, disse. Para Lula, a negativação empurra o consumidor para fora do mercado formal. Ele afirmou que a pessoa endividada passa a enfrentar dificuldade para comprar, abrir conta ou obter crédito em condições regulares. “Aí, o mercado transforma esse cidadão num clandestino, porque ele não pode mais comprar nada, não pode mais ter conta em banco”, declarou. O presidente também relacionou o endividamento à busca por crédito











































