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Homem agride companheira, ameaça com faca e foge levando filhos em Birigui

Birigui – Um homem que completará 30 anos no próximo dia 18 é acusado de agredir a companheira, de 27 anos, na manhã deste sábado (7), em Birigui. Após as agressões, ele teria deixado a residência levando três filhos do casal, incluindo uma criança de apenas 2 anos e uma menina de 7 anos que possui Síndrome de Down, o que gerou ainda mais preocupação por parte das autoridades.

 

De acordo com o relato da vítima à Polícia Civil, o casal conviveu por cerca de 12 anos, em um relacionamento marcado por conflitos constantes e discussões frequentes. Ela afirmou que o homem é usuário de cocaína e maconha, fator que, segundo a mulher, agravava o comportamento agressivo dele. Embora estejam oficialmente separados há aproximadamente três anos, o investigado se recusava a sair da residência, continuando a viver no mesmo imóvel.

 

Ainda segundo o depoimento, o homem não teria dormido em casa na noite anterior aos fatos. Ele retornou ao imóvel por volta das 6h da manhã de sábado, no momento em que a mulher saía para levar o filho mais velho, de 9 anos, para pegar o ônibus escolar. Ao retornar, a vítima encontrou o portão trancado e percebeu que havia sido impedida de entrar em sua própria casa. Ela relatou que chamou pelo companheiro e bateu no portão por alguns minutos, mas não obteve resposta, enquanto ele permanecia no interior do imóvel com os outros três filhos do casal.

 

A situação só mudou quando uma das crianças que estava dentro da casa conseguiu pegar a chave e entregá-la à mãe. Ao entrar, a mulher foi surpreendida pelo companheiro, que se levantou e iniciou uma discussão verbal. O desentendimento rapidamente evoluiu para agressões físicas mútuas, conforme consta no boletim de ocorrência.

 

Durante a briga, o homem teria se exaltado ainda mais e pegado uma faca, passando a ameaçar a companheira. Ele teria batido o objeto contra a pia e a mesa da cozinha, numa atitude considerada intimidatória. Em seguida, segundo a vítima, ele tomou o celular das mãos dela e o arremessou em sua direção. A mulher conseguiu desviar, mas o aparelho caiu e acabou sendo danificado.

 

A vítima relatou ainda que foi agredida com socos, empurrões e puxões de cabelo, sofrendo lesões corporais. Após as agressões, ela teria sido novamente impedida de sair da residência, sendo liberada apenas depois de afirmar que precisava ir ao trabalho. Mesmo assim, deixou os três filhos menores sob os cuidados do agressor e se dirigiu até a delegacia para registrar a ocorrência.

 

Na polícia, a mulher contou que já havia sido vítima de agressões em outras ocasiões, mas nunca havia formalizado denúncia por medo ou esperança de mudança de comportamento. Desta vez, porém, decidiu representar criminalmente contra o companheiro e solicitou as medidas protetivas de urgência previstas na Lei Maria da Penha, além de requerer que ele responda pelos crimes de ameaça e lesão corporal.

 

Após o registro do boletim de ocorrência, o delegado responsável pelo caso, acompanhado de uma equipe policial, foi até a residência da família para verificar as condições das crianças e tentar localizar o investigado. No entanto, ninguém foi encontrado no imóvel. Em seguida, os policiais se dirigiram à casa da mãe do acusado, que informou que o filho não havia passado por lá.

 

Diante da ausência do investigado e da preocupação com o paradeiro das crianças, o Conselho Tutelar foi acionado para acompanhar o caso e adotar as providências necessárias visando a proteção dos menores. A Polícia Civil segue investigando o caso e tenta localizar o homem para prestar esclarecimentos.

 

fonte: Hoje Mais.com

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