Brasília – O Ministério do Planejamento e Orçamento confirmou que o salário mínimo nacional será de R$ 1.621 em 2026. O novo valor representa um reajuste de 6,79% em relação aos R$ 1.518 pagos em 2025, garantindo um acréscimo de R$ 103 mensais aos trabalhadores que recebem o piso nacional.
O reajuste entrou em vigor em janeiro e começou a ser pago a partir de fevereiro. O novo valor impacta diretamente salários, aposentadorias, pensões e benefícios sociais que têm o mínimo como referência.
Como o valor foi calculado?
A definição do salário mínimo segue a atual política de valorização adotada pelo governo federal, que combina dois principais indicadores econômicos:
- Inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor): o acumulado em 12 meses até novembro fechou em 4,18%. Esse índice mede a variação do custo de vida das famílias de menor renda.
- Crescimento do PIB (Produto Interno Bruto): é considerado o desempenho da economia de dois anos anteriores (neste caso, 2024). Porém, há um limite de até 2,5 pontos percentuais acima da inflação, como forma de preservar o equilíbrio das contas públicas.
A oficialização ocorreu logo após a divulgação dos dados de inflação de novembro, que registraram variação de apenas 0,03%, indicando desaceleração no ritmo de alta dos preços.
Por que o valor ficou abaixo das primeiras projeções?
No início do ano passado, estimativas apontavam que o salário mínimo poderia chegar a cerca de R$ 1.630. No entanto, a inflação desacelerou nos últimos meses de 2025 mais do que o esperado pelos economistas.
Como a fórmula do reajuste está diretamente ligada ao custo de vida, uma inflação menor resulta em um ajuste nominal também mais contido. Apesar disso, o governo afirma que o modelo garante o chamado “aumento real”, ou seja, crescimento acima da inflação, permitindo ganho efetivo no poder de compra.
Impacto na economia
De acordo com estimativa do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), o novo valor do salário mínimo poderá injetar cerca de R$ 81,7 bilhões na economia em 2026.
Esse impacto ocorre porque milhões de brasileiros recebem rendimentos atrelados ao mínimo, como trabalhadores formais, aposentados e beneficiários de programas sociais. O aumento tende a estimular o consumo, especialmente em setores como comércio e serviços.
Quem é impactado pelo novo valor?
O salário mínimo serve como base para:
- Trabalhadores com carteira assinada que recebem o piso nacional;
- Beneficiários do INSS;
- Aposentados e pensionistas;
- Beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC);
- Cálculo de abono salarial e seguro-desemprego.
Com isso, o reajuste influencia diretamente a renda de milhões de famílias brasileiras e também o orçamento público.
fonte: Agência Brasil