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Bolsonaro deixa hospital e passa a cumprir prisão domiciliar

Brasília – O ex-presidente Jair Bolsonaro deixou o hospital na manhã desta sexta-feira (27) após duas semanas de internação em Brasília, encerrando um período considerado delicado por conta do quadro respiratório.

 

Ele estava internado no Hospital DF Star desde o dia 13 de março, quando foi diagnosticado com broncopneumonia bacteriana causada por broncoaspiração — situação em que conteúdo do estômago ou saliva vai para os pulmões, podendo gerar infecção severa. Durante o tratamento, Bolsonaro permaneceu cerca de dez dias na UTI, sob monitoramento intensivo, e apresentou melhora progressiva antes de ser transferido para o quarto.

 

A autorização para a prisão domiciliar foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, após análise dos relatórios médicos e com concordância da Procuradoria-Geral da República. A decisão considerou que, apesar de ter recebido atendimento adequado no sistema prisional, a recuperação completa exige cuidados contínuos em ambiente domiciliar.

 

Como será a prisão domiciliar

 

Durante os 90 dias iniciais, Bolsonaro terá que cumprir uma série de restrições rígidas:

 

  • Uso obrigatório de tornozeleira eletrônica
  • Proibição de sair de casa sem autorização judicial
  • Proibição total de utilizar celular, computador ou internet
  • Impedimento de conceder entrevistas ou se comunicar por terceiros
  • Proibição de publicações em redes sociais

Essas medidas têm como objetivo evitar qualquer tipo de comunicação externa durante o cumprimento da pena.

Saída discreta

Bolsonaro deixou o hospital por volta das 10h, em um carro descaracterizado e sem escolta policial. Cerca de 20 minutos depois, chegou ao condomínio onde mora, no bairro Jardim Botânico, em Brasília. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro saiu pouco antes, em outro veículo.

 

Próximos passos

Ao final do prazo de 90 dias, o ex-presidente passará por uma nova perícia médica. A partir desse laudo, o STF decidirá se ele continuará em prisão domiciliar ou se retornará ao regime anterior.

 

O caso segue sob acompanhamento do STF e pode ter novos desdobramentos dependendo da evolução do quadro de saúde e do cumprimento das medidas impostas.

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