Brasília – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), agendou para o dia 14 de abril, às 14h, o interrogatório do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que será realizado por videoconferência, já que ele reside atualmente nos Estados Unidos.
A ação apura supostos crimes de obstrução de Justiça e coação no curso do processo. De acordo com a denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, Eduardo teria atuado de forma reiterada para tentar interferir em investigações e processos judiciais envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo a acusação, ele e o comentarista Paulo Figueiredo teriam articulado, em território norte-americano, ações com o objetivo de pressionar autoridades brasileiras e influenciar decisões do Judiciário. Entre as medidas apontadas estão tentativas de estimular sanções internacionais contra integrantes do governo e ministros do STF, além de iniciativas com possível impacto econômico, como interferência em exportações brasileiras.
Para a Procuradoria-Geral da República, essas condutas configurariam uma tentativa de intimidar a Corte e criar um ambiente de pressão institucional. O caso segue em tramitação no STF.