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Araçatuba registra primeiras mortes por chikungunya e enfrenta surto com avanço de casos

Araçatuba O município confirmou as duas primeiras mortes por Chikungunya em sua história, segundo boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde na última sexta-feira (20).

 

As vítimas são dois idosos, de 79 e 89 anos, que morreram no mês de fevereiro. Ambos possuíam comorbidades. Os casos estavam em investigação e aguardavam confirmação laboratorial, o que reforça o alerta das autoridades para a gravidade do cenário atual.

 

Surto preocupa autoridades

Araçatuba vive um surto da doença em 2026, com 177 casos confirmados até o momento. A evolução mensal mostra a rápida disseminação:

 

  • 91 casos em janeiro
  • 72 casos em fevereiro
  • 14 casos em março

 

Ao todo, 63 bairros já registraram ocorrências, evidenciando a ampla circulação do vírus na cidade.

 

O bairro Paraíso lidera o número de casos, com 28 registros, seguido pelo Planalto, com 12.

 

Cenário também inclui avanço da dengue

 

Além da chikungunya, o mosquito Aedes aegypti também transmite a Dengue, que segue em alta no município.

 

Até agora:

 

  • 4.769 casos notificados
  • 726 confirmados
  • 3.846 descartados
  • 197 em investigação

 

Em relação aos óbitos, há três registros, sendo dois confirmados por chikungunya e um ainda em investigação por dengue.

 

Ações de combate são intensificadas

Diante do avanço das doenças, a Prefeitura de Araçatuba ampliou as ações de combate ao mosquito em toda a cidade. As medidas incluem:

 

  • visitas domiciliares ampliadas
  • nebulização veicular
  • aplicação de larvicidas
  • monitoramento estratégico de áreas com maior incidência

 

No último sábado (21), uma ação especial foi realizada no bairro Casa Nova, com foco na eliminação de criadouros e orientação direta aos moradores.

A Secretaria de Saúde também mantém uma Sala de Situação, que reúne equipes técnicas para monitoramento contínuo e planejamento das ações. As vistorias ocorrem não apenas em residências, mas também em locais considerados críticos, como borracharias, cemitérios, escolas e indústrias.

Além disso, o município disponibiliza caminhões para a retirada de materiais que possam acumular água, reforçando o combate aos focos do mosquito.

 

População é peça-chave no controle

A secretária municipal de Saúde, Lucila Bistaffa, destaca que o sucesso das ações depende diretamente da colaboração da população.

 

Segundo ela, atitudes simples, como limpar calhas, eliminar água parada e cuidar de recipientes, são fundamentais para interromper o ciclo de reprodução do mosquito.

 

“A participação da população é essencial. O combate começa dentro de casa”, reforça.

Alerta à população

Especialistas reforçam que a prevenção ainda é a forma mais eficaz de evitar novos casos.

 

✅ Elimine água parada
✅ Mantenha caixas d’água fechadas
✅ Limpe quintais e calhas regularmente
✅ Receba os agentes de saúde

 

O combate ao mosquito é coletivo e pode salvar vidas.

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