Araçatuba – O caso do homicídio que chocou a cidade de Guzolândia e a região de Araçatuba ganhou novos desdobramentos neste domingo, 22. A mulher de 38 anos, suspeita de matar o próprio pai, o aposentado Antonio Fernandes Bezerra, de 86 anos, não demonstrou qualquer sinal de arrependimento, segundo a Polícia Civil.
Em entrevista à TV Tem, a delegada responsável pelo caso destacou a frieza da suspeita ao relatar o crime, apontando que ela não apresentou remorso diante da violência praticada.
Conforme já divulgado pela Folha da Região, o idoso foi morto dentro da própria casa, no Centro da cidade, após ser atingido por golpes de faca, principalmente na região do rosto, além de agressões físicas. A ação contou com a participação da namorada da suspeita, de 26 anos.
De acordo com o boletim de ocorrência, equipes da Polícia Militar foram acionadas via COPOM após a denúncia de ferimento por arma branca. Durante o atendimento, uma ambulância chegou a ser impedida de prestar socorro, após ser hostilizada pelas duas mulheres, que também danificaram o veículo antes de fugirem.
Ao chegarem ao local, os policiais encontraram a vítima já sem vida e realizaram o isolamento da área para o trabalho da perícia. A faca utilizada no crime foi apreendida.
Com base nas informações levantadas, as equipes iniciaram buscas e localizaram as suspeitas em um bar próximo, onde estavam consumindo bebidas alcoólicas. Ao perceberem a aproximação da polícia, tentaram fugir, mas foram detidas.
Ainda segundo o registro policial, ambas confessaram o crime e apresentaram comportamento alterado. Elas também relataram ter realizado uma transferência de R$ 9 mil da conta da vítima dias antes, além de terem trocado o celular do idoso por drogas com um terceiro envolvido, que também foi localizado e detido.
Outro ponto que chama a atenção é o histórico criminal das suspeitas. A filha da vítima cumpre pena por crimes como lesão corporal, ameaça e extorsão contra o próprio pai. Já a companheira dela responde por envolvimento na morte do próprio pai. As duas estavam em saída temporária do sistema prisional de Tremembé.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que apura todos os detalhes e a motivação do crime, considerado de extrema violência.
fonte: Folha da Região