Araçatuba – A Câmara Municipal de Araçatuba deve discutir, nesta segunda-feira (23), um projeto que trata do avanço das apostas online, com foco na proteção da população idosa.
A proposta, de autoria do vereador João Pedro Pugina, prevê a criação de um programa municipal voltado à conscientização e prevenção dos riscos associados aos jogos digitais, prática que tem crescido rapidamente no país.
O texto estabelece a realização de ações educativas em espaços públicos, como centros de convivência e instituições sociais, com o objetivo de orientar idosos sobre os impactos financeiros, emocionais e sociais das apostas. A iniciativa também busca ampliar o acesso à informação por meio de linguagem clara e acessível, considerando a maior vulnerabilidade desse público a golpes e fraudes virtuais.
Segundo o projeto, o programa pretende informar, orientar e sensibilizar a população idosa sobre os perigos do vício em jogos de azar e apostas digitais, além das consequências econômicas, sociais e psicológicas dessa prática. O documento também destaca que idosos são frequentemente alvo de fraudes no ambiente digital, especialmente em plataformas com linguagem técnica e práticas enganosas.
Entre as principais medidas propostas estão a distribuição de materiais informativos, campanhas de conscientização e orientações sobre segurança digital e direitos do consumidor. A intenção é oferecer ferramentas para que os idosos consigam identificar armadilhas e evitar prejuízos financeiros.
Outro ponto abordado é o impacto na saúde mental. O uso excessivo de jogos de azar online pode levar à dependência, ansiedade, isolamento social e até quadros depressivos. O projeto sugere ações preventivas que considerem também o bem-estar emocional dos participantes.
O crescimento das chamadas “bets” e jogos populares, como o “jogo do tigrinho”, tem acendido o alerta em todo o país, especialmente pelo aumento de usuários entre pessoas com mais de 60 anos, muitas vezes sem pleno conhecimento dos riscos.
Caso aprovado, o programa poderá ser desenvolvido em parceria com universidades, especialistas e organizações sociais, ampliando o alcance das ações. A proposta reforça ainda o papel do poder público na proteção de grupos vulneráveis, conforme previsto na Constituição Federal.