O ano de 2026 marca o capítulo final para um dos maiores símbolos da comunicação no Brasil. Os icônicos orelhões, que por décadas foram a única voz de muitos brasileiros, estão sendo oficialmente retirados de circulação. Na região administrativa de Araçatuba, embora quase esquecidos pela rotina digital, centenas desses aparelhos ainda resistem ao tempo.
De acordo com dados da Anatel, a região ainda soma mais de 400 orelhões instalados. Como esperado, a maior concentração está nos centros urbanos de maior porte, que no passado exigiam uma infraestrutura robusta para atender à demanda populacional.
O Ranking da Nostalgia
Araçatuba lidera o levantamento com o maior número de aparelhos ativos, seguida por Birigui e Penápolis. Confira os números das principais cidades:
| Cidade | Quantidade de Orelhões |
| Araçatuba | 114 |
| Birigui | 52 |
| Andradina | 44 |
| José Bonifácio | 39 |
| Penápolis | 36 |
| Mirandópolis | 29 |
Curiosidade: No estado de São Paulo, o uso desses terminais despencou 93% nos últimos cinco anos, provando que o celular e o Wi-Fi os tornaram peças de museu a céu aberto.
Por que eles estão sumindo agora?
A mudança não é apenas estética, mas contratual. Com o fim das antigas concessões de telefonia fixa, o regime mudou para “autorização”. Segundo a operadora Vivo, o novo termo assinado com a Anatel desobriga a manutenção e expansão dos Telefones de Uso Público (TUPs).
O que acontece a partir de agora:
- Desativação progressiva: A retirada já começou na maioria das cidades.
- Exceção até 2028: Em locais onde a Vivo é a única prestadora e não há outras formas de comunicação, os aparelhos devem ser mantidos ativos por mais dois anos para garantir o atendimento básico.
- Brasil: Restam apenas cerca de 38 mil orelhões em todo o território nacional, um número ínfimo perto dos milhões que existiam nos anos 90.
De ferramenta indispensável para emergências a obstáculos nas calçadas, os orelhões encerram sua jornada deixando apenas a memória das fichas, cartões telefônicos e das filas em esquinas movimentadas.