Maria Elisa Braga de Souza, 47 anos, moradora de Birigui, enfrenta uma dura batalha pelo atendimento médico adequado ao filho Valdeir Braga Souza da Graça, de 29 anos. Há cerca de seis meses, Valdeir sofreu um grave acidente de trânsito e, desde então, está acamado, necessitando de cuidados constantes. Entretanto, segundo Maria, o suporte recebido da equipe de saúde tem sido insuficiente.
Desde o acidente, Maria relata que ouviu previsões desanimadoras de médicos, que disseram que seu filho não sobreviveria ou permaneceria em estado vegetativo. Mas, com muita fé e determinação, ela percebe sinais de melhora em Valdeir. Apesar disso, a negligência no atendimento tem dificultado o processo de recuperação. Maria precisa insistir para conseguir suporte básico, como a disponibilização de ambulância para exames e consultas.
Além de cuidar de Valdeir, Maria também é responsável pela sua mãe idosa, que enfrenta problemas de saúde, o que aumenta ainda mais sua sobrecarga. Um dos maiores desafios enfrentados pela família é a realização de curativos em uma ferida extensa e profunda. Atualmente, uma enfermeira visita a residência apenas uma vez por semana, enquanto o ideal seria um acompanhamento diário. Já a médica responsável aparece mensalmente, mas, de acordo com Maria, limita-se a observações sem examinar diretamente o paciente.
Apesar das dificuldades, Maria ressalta o empenho do agente de saúde Milton, que tem se esforçado para ajudar a família da melhor maneira possível. No entanto, a situação financeira da casa agrava ainda mais o cenário. Além de Maria e Valdeir, vivem no local o padrasto e a avó materna, sendo o padrasto o único que trabalha, como servente de pedreiro. A renda é insuficiente, e a família depende da solidariedade de vizinhos e amigos para obter fraldas, medicamentos e alimentos.
Maria faz um apelo à Secretaria de Saúde de Birigui para que o atendimento a Valdeir seja realizado de forma digna e conforme as prescrições da Santa Casa de Birigui, que incluem acompanhamento de nutricionista, fisioterapeuta, fonoaudiólogo e outros profissionais especializados.
Como ajudar
Quem puder contribuir com fraldas, medicamentos ou placas para curativos pode entrar em contato com Maria pelo telefone (18) 98119-3950. A solidariedade pode fazer toda a diferença na vida dessa família que luta diariamente por esperança e dignidade.
Fonte: Folha da Região